A cidade da Matola foi palco de um episódio de alta tensão institucional e drama operacional nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. Num cenário digno de um filme de acção, mais de 15 agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), fortemente armados, cercaram o Comando Provincial da PRM em Maputo (Matola), exigindo a entrega de agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) refugiados no interior das instalações.
O cerco, que prolongou-se até à noite, visava o cumprimento de mandados de busca e captura contra três agentes da polícia. Estes são apontados como os principais suspeitos do assassinato de João Paulo, ele próprio um agente do SERNIC, morto a tiros na sua residência no bairro do Fomento, no passado dia 3 de janeiro.
A operação revela uma fractura exposta entre as forças de segurança. segundo fontes no local, o Comando Provincial terá tentado proteger os seus homens após uma perseguição perigosa pelas ruas da Matola. O SERNIC, por sua vez, moveu esta operação não apenas para capturar os culpados, mas para “limpar a sua imagem”, uma vez que, inicialmente, rumores indicavam que o crime contra João Paulo teria sido uma execução interna da própria investigação criminal.
A tensão atingiu o auge quando o portão do Comando Provincial se abriu e três viaturas saíram em alta velocidade. Duas carrinhas da marca Mahindra, uma delas transportando agentes do GOE na retaguarda, furaram o bloqueio visual dos colegas do SERNIC, que apenas acompanharam a fuga sem abrir fogo, evitando um confronto directo de consequências imprevisíveis entre as duas corporações.
Apesar da fuga cinematográfica do Comando Provincial, informações de última hora indicam que os agentes do GOE procurados acabaram por dar entrada na Penitenciária de Máxima Segurança (conhecida como “BO”).
O SERNIC confirmou a existência dos mandados e prometeu prestar mais esclarecimentos em breve, enquanto a opinião pública aguarda para perceber como este conflito entre o braço investigador e a força de elite da polícia será gerido ao mais alto nível governamental.

João Paulo da Silva Gomes
A 3 de Janeiro de 2026( Sábado) João Paulo da Silva Gomes, ou simplesmente, João Paulo mais um agente da Lei e Ordem era morto neste no bairro de Fomento, no Município da Matola, na Província de Maputo. Em vida o agente estava afecto a DIO, foi recentemente indicado para a brigada anti-corrupção.
O seu assassinato foi protagonizado por homens armados, encapuzados e que se faziam transportar numa viatura da marca Mark X de cor preta, surpreenderam a vítima que se encontrava num convívio com familiares e amigos na sua residencia na Matola crivando o com vários tiros.
Este incidente marcava assim o primeiro assassinato de um agente do SERNIC registado no início de 2026, ocorrendo após uma série de homicídios que visaram membros daquela corporação e da Polícia de Protecção durante o ano de 2025. Moz2h/
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