Por: Edmar José Resta
Anselmo Vicente, de 38 anos de idade, que em vida desempenhava a função de coordenador provincial do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) foi baleado mortalmente na noite de sábado 09/05 na estrada número 6 (EN6) quando caminhava na companhia de um amigo depois de ter participado de uma reunião política do seu partido, onde acabavam de eleger o delegado político do bairro da Soalpo.
Por esta razão, o presidente do Anamola Venâncio Mondlane anunciou um período de 3 dias de luto nacional em homenagem ao delegado político provincial do partido Anamola em Chimoio.
O anúncio foi feito na sequência do homicídio considerado bárbaro pelos membros e simpatizantes da formação política. O caso foi confirmado pela polícia da república de Moçambique que informou que os autores do crime continuam até o momento desconhecidos publicamente.
Como forma de protesto e homenagem, o presidente do Anamola apelou à mobilização nacional apartir desta terça-feira 12/05 deixando várias orientações aos cidadãos em todo país.
Entre as recomendações anunciadas estão o uso obrigatório de roupa preta durante os 3 dias de luto, a realização de um minuto de silêncio às 13:00, entoação do hino nacional com todos de mãos dadas, canto do hino do hino do Anamola, buzinelas por parte dos Chapeiros e automobilistas, uso de apito aos peões como sinal de protesto e filmagem e partilha das manifestações nas redes sociais e plataformas digitais.
O líder político do partido, Anamola, afirmou que as acções representam um gesto de repúdio contra aquilo que classificou como acções do regime num momento em que cresce a tensão política após o assassinato do coordenador provincial em Chimoio, província de Manica.
Entretanto, o caso continua a gerar reações entre apoiantes, organizações políticas e sectores da sociedade civil, enquanto se aguarda pelo avanço das investigações e esclarecimentos das circunstâncias do crime.

