Por Quinton Nicuete
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) anunciou a detenção de dois indivíduos apontados como líderes operativos de uma rede envolvida em mais de 15 raptos e roubos agravados com recurso a arma de fogo, nas cidades de Maputo e Matola.
Em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira, em Maputo, o porta-voz do Sernic, Hilário Lole, classificou a operação como um “ganho significativo” no combate ao crime organizado, sublinhando que os detidos possuem um “enorme histórico criminal” e eram considerados alvos prioritários das autoridades.
Os dois homens estavam foragidos desde 12 de Fevereiro, data em que terão participado numa tentativa frustrada de rapto de um empresário na província de Maputo. A operação terminou com uma troca de tiros que resultou na morte de três pessoas, incluindo dois alegados membros do grupo e uma adolescente. Na ocasião, os agora detidos conseguiram escapar.
Um dos suspeitos, descrito como chefe das operações da rede, foi capturado na madrugada de sexta-feira, numa clínica da capital, onde recebia tratamento médico. Contra ele pendiam mandados de captura e, segundo o Sernic, terá confessado liderar um grupo composto por 10 membros, incluindo dois cidadãos sul-africanos.
O segundo detido é considerado pelas autoridades como “perigoso cadastrado”, estando também associado a um assalto a uma viatura de transporte de valores ocorrido em 2024, na cidade de Maputo.
O Sernic garante que continuará a intensificar as acções conjuntas com as Forças de Defesa e Segurança para travar a onda de raptos que, nos últimos anos, levou ao rapto de cerca de 150 empresários, segundo dados da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), tendo muitos abandonado o país por razões de segurança.
Desde 2010, aproximadamente 300 pessoas já foram detidas por envolvimento em casos de rapto em Moçambique, numa luta que as autoridades afirmam estar longe de terminar. Moz24h

