O Porto de Maputo prevê movimentar mais de 17 milhões de toneladas de carga este ano, anunciou hoje a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo, que investiu 11,3 milhões de euros em dois novos guindastes móveis.
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O anúncio foi feito pelo presidente executivo da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), Osório Lucas, na cerimónia que marcou a entrada em funcionamento dos novos equipamentos.
“Hoje recebemos oficialmente dois novos guindastes móveis da marca Liebherr, num investimento de 13,2 milhões de dólares americanos” (11,3 milhões de euros), disse Osório Lucas, acrescentando que os equipamentos elevam para oito o número de guindastes móveis desta série disponíveis no Porto de Maputo.
Segundo o responsável, os novos guindastes têm uma capacidade de movimentação de entre 360 e 400 toneladas por hora e vão substituir progressivamente equipamentos que estiveram em operação durante 11 anos.
Lucas afirmou que o porto passou de operações diretas inferiores a 15 milhões de toneladas para mais de 15 milhões atualmente, perspetivando um novo crescimento da atividade este ano.
“Acho que vamos fazer mais de 17 milhões este ano”, declarou.
O presidente executivo da MPDC disse que a renovação dos equipamentos deverá contribuir para aumentar a produtividade, reduzir interrupções e melhorar o atendimento aos navios.
Sublinhou, contudo, que o desempenho dos equipamentos depende também da preparação das equipas de operação, manutenção e segurança, defendendo a continuidade da formação dos trabalhadores.
“Um resultado atingido à custa da segurança e da vida das pessoas não é um bom resultado”, afirmou Osório Lucas.
Por sua vez, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, considerou que a entrada em funcionamento dos dois guindastes reforça a capacidade operacional do Porto de Maputo e a sua competitividade face a outros portos e corredores logísticos da região.
“Nunca é apenas mais um guindaste. Representa capacidade de maior rapidez no atendimento dos navios, mais fiabilidade para os clientes e melhores condições para competir pela carga disponível ao nível da nossa região”, afirmou Matlombe.
O ministro defendeu, no entanto, que o aumento da capacidade portuária deve ser acompanhado por investimentos em toda a cadeia logística, incluindo a ferrovia, as estradas e as fronteiras, para evitar constrangimentos na circulação de mercadorias. (NM)

