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Morreu Fernando Veloso (1954-2025), Jornalista e Director do Semanário Canal de Moçambique

 Morreu em Portugal, aos 71 anos, o Jornalista e Director do Semanário Canal de Moçambique, Fernando Veloso. Segundo fontes próximas do finado, há uma década que vivia com uma saúde muito afectada, o que o obrigou a partir de Moçambique para Portugal, concretamente em Faro

A informação da sua morte começou a circular nas redes sociais, tendo “Integrity” confirmado com alguns cidadãos moçambicanos residentes em Portugal. “Sim, Fernando Veloso morreu”, confirmou Ângela Serras Pires, Luso-moçambicana, actualmente residente em Portugal.

Já o Jornalista Paulo Dentinho, actualmente a residir em Lisboa, escreveu o seguinte na sua página do Facebook: “recordar um amigo, a minha forma de dizer adeus ao Fernando (…) abraço imenso a ti, amigo. Lá onde estás. Foi fantástico ter-te conhecido. Adeus Fernando.”

Sobre a morte do Veloso, escrevera Luis Nhachote na sua pagina do faccebook
“Até sempre Fernando Veloso
Quando o escritor portugues Baptista Bastos disse que a vida seria uma “comédia interminavél se a morte não lhe emprestasse seriedade” encerrava qualquer dúvida sobre a nossa condição de mortalidade. O outro escriba, o Fernando Manuel, muitas vezes rematava: “para morrer, basta nascer” . É facto e, contra eles, não ha argumentos.
Quando decidi seguir este trilho de jornalismo, conheci o Fernando Veloso, a primeira vez, como um dos meus patrões, daquele grupo dos 13 fundadores da Mediacoop que ousou apanhar a primeira boleia do pluralismo e lançar o Mediafax e o Savana.
Conheci-o, melhor e mais profundamente, quando em 2005, ele acenou para me juntar a um projecto que devia defender “a democracia” apos o presidente Guebuza ter agarrado no ceptro do poder. Nesse ano, no dia 16 de Novembro de 2005, fomos ali ao quarto cartorio notarial registar a IMPRENSA LiVRA-TE, LIMITADA.
No nosso editorial debutante do Canal de Moçambique diziamos alto e bom som que eramos OUTRO JORNAL mas que entretanto “não viemos para tirar o lugar aos outros” e que “Acreditamos que só teremos a ganhar se todos contribuirmos para uma informação fiel” .
Durante esse percurso, nas outras vezes que o conheci, aprecie-lhe a humanidade de ter adoptado uma rapariga que ele criou e educou junto da sua filha biologica.
Nas outras vezes, junto da Dirce (que Deus a tenha), foi ela quem me ensinou a tolerar e compreender o Fernando quando ele perdia a paciencia.
Foram tantas vezes que conheci o Fernando Veloso e, essa da imagem, foi a ultima ali no Chiveve Restaurante em Agosto do ano passado quando escalei Lisboa quando ia a busca do alambique do meu tataravo. Ele saiu do Faro, masmo debilitado para a gente reviver a nossa trajectoria de amigos de tantas luas.
Ainda me lembro de o ouvir dizer que gostaria de chegar aos 85 anos que era o teto da esperança de vida. A morte, como sempre, chegou voraz.
Aqui presto a minha derradeira homenagem a um dos homens que talhou parte do que sou hoje.
A malta fará outro registo empresarial e editorial por ai com o João Chamusse. Sarava.”
Veloso igual a si mesmo que assim como Nhanchote, o encontrei nos meus dias no Canal de Moçambique, desde os dias da garaginha em diante!
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