De: Clésio Jonaze (in Pandza literário)
Maputo celebra 138 anos de existência com um silêncio ensurdecedor, enquanto as acácias choram discretamente a perda de sua beleza outrora majestosa. Regadas com o xixi dos homens, as avenidas agora se transformaram em super mercados ilegais, onde a estética é uma palavra desconhecida. As montras são destruídas para dar lugar a lojas que mais parecem barracas de feira, sem qualquer resquício de sofisticação. E no meio da movimentada Avenida 24 de Julho, uma casa de banho pública se torna o símbolo mais eloquente da decadência urbana. Maputo morre lentamente, enquanto os seus habitantes se acostumam com a mediocridade e a falta de perspectiva. Parabéns, Maputo, pelos seus 138 anos de… ‘progresso desacelerado”.

