A obra de manutenção da estrada que liga a Praia de Xavier à Universidade Lúrio e ao Restaurante Kuri, no bairro de Maringanha, em Pemba, foi anunciada com um custo de 1.863.535 meticais, financiados pelo Fundo de Estradas.
Segundo a placa afixada no local, os trabalhos começaram a 24 de Agosto de 2026 e têm como data de entrega 23 de Outubro de 2026. São cerca de 3,1 quilómetros de estrada sob responsabilidade da empresa BCS – Bem Construtivos e Serviços, Lda.
Mas, enquanto o prazo da obra continua a correr, persistem preocupações sobre o estado da via e sobre a execução efectiva dos trabalhos.
A pergunta é simples: quanto da obra já foi executado e quanto do valor contratado já foi desembolsado?
E há uma questão ainda mais importante: como estão a ser definidas as prioridades no distrito de Pemba?
Em momentos em que existem estradas com problemas, vias que necessitam de manutenção e comunidades que continuam a enfrentar dificuldades de circulação, eventos e despesas públicas de carácter festivo também merecem escrutínio.
No caso da alegada Gala Kissambi, seria importante que o CMCP e as entidades responsáveis esclarecessem publicamente: quanto custou o evento, quem o organizou, quais foram as fontes de financiamento e quais entidades públicas participaram na sua realização.
Não se trata de ser contra a cultura ou contra os eventos. Trata-se de perguntar se, neste momento concreto, os recursos públicos estão a ser aplicados de acordo com as necessidades mais urgentes da população.
Pemba precisa de estradas transitáveis, obras executadas dentro dos padrões, fiscalização efectiva e transparência na utilização do dinheiro público.
Prioridades públicas devem ser discutidas publicamente. E cada metical gasto pelos contribuintes merece prestação de contas.

