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Daniel Chapo admite dificuldades de recursos para o combate ao terrorismo e insiste no diálogo com grupos armados

Por Quinton Nicuete

Pemba, Cabo Delgado – O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou quarta-feira, (01/07), em Pemba, que o Governo moçambicano não consegue prever quando terminará o terrorismo em Cabo Delgado, mas garantiu que continuará a combater os grupos armados enquanto mantém aberta a possibilidade de diálogo.

Falando durante a conferência de imprensa de balanço da sua visita de trabalho à província, Chapo respondeu a uma pergunta sobre a possibilidade de concluir os objetivos do seu mandato caso a insurgência continue.

“É muito difícil prever quando é que o terrorismo vai terminar. Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance, incluindo a possibilidade do diálogo para terminar com o terrorismo”, afirmou.

Segundo o Chefe de Estado, a paz é uma condição indispensável para o desenvolvimento de Moçambique e, em particular, de Cabo Delgado.

“Enquanto existir terrorismo, não vamos parar de trabalhar e não vamos parar de combater o terrorismo. Ao mesmo tempo, abrimos espaço para o diálogo. Havendo disponibilidade, vamos saber quem são e quais são os motivos para encontrarmos uma solução”, declarou.

Daniel Chapo recordou que Moçambique já ultrapassou conflitos armados através da combinação entre operações militares e negociações políticas, citando o Acordo de Lusaka, que antecedeu a independência nacional, e o Acordo Geral de Paz, assinado em Roma, em 1992.

O Presidente reconheceu, contudo, que a guerra continua a afetar gravemente a vida das populações dos distritos mais atingidos, dificultando a produção agrícola e a pesca.

“É muito difícil produzir e pescar numa situação de guerra. As populações estão permanentemente deslocadas e, nestas condições, é difícil desenvolver as suas atividades”, afirmou.

Ainda assim, Chapo disse ter constatado sinais de recuperação em algumas zonas da província, destacando o regresso gradual da população ao distrito de Meluco.

“Ouvi da própria população que cerca de 70 a 80 por cento já regressou à vila. Disseram-nos que, apesar do terrorismo, nunca deixaram de produzir, embora enfrentem muitas dificuldades”, concluiu. (Moz24h)

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