O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que o Governo pretende reservar 10% dos projectos agrícolas para os veteranos da Luta de Libertação Nacional, numa iniciativa que visa reconhecer e valorizar o papel desempenhado por estes na conquista da independência de Moçambique.
O anúncio foi feito esta segunda-feira, 7 de Setembro, durante as cerimónias centrais do Dia da Vitória, realizadas na Praça dos Heróis Moçambicanos, na Cidade de Maputo.
Segundo a INTEGRITY Magazine, que acompanhou o pronunciamento do Chefe do Estado, a medida insere-se no conjunto de iniciativas anunciadas pelo Governo para apoiar e reconhecer os antigos combatentes da Luta de Libertação Nacional.
As celebrações assinalaram a assinatura dos Acordos de Lusaka, firmados em 1974 entre a FRELIMO e Portugal, um marco histórico no processo que conduziu Moçambique à independência.
Durante o seu discurso, Chapo destacou o papel da juventude que participou na luta pela libertação do país, defendendo que as novas gerações devem assumir aquilo que classificou como uma nova frente de combate, baseada no conhecimento, na ciência, na tecnologia, no patriotismo e no empreendedorismo, afastando-se da violência.
De acordo com a INTEGRITY Magazine, o Presidente defendeu que o conhecimento e a inovação devem ser transformados em instrumentos para impulsionar a economia, gerar oportunidades de emprego e contribuir para a redução da pobreza.
O Chefe do Estado fez ainda uma retrospectiva dos desafios e progressos registados desde a independência, em 1975, apontando, entre outros aspectos, a redução das taxas de analfabetismo, a expansão da rede de ensino, o aumento do número de profissionais de saúde e o crescimento da cobertura de energia eléctrica no país.
Chapo referiu-se igualmente aos efeitos da guerra de desestabilização, que marcou Moçambique durante 16 anos e que, segundo o Presidente, provocou mais de um milhão de mortes.
Para o Presidente da República, as conquistas alcançadas ao longo das últimas décadas devem ser protegidas e consolidadas.
No seu discurso, Chapo também alertou para os riscos associados à violência e à instabilidade política, particularmente em períodos pós-eleitorais, apelando à juventude e à sociedade para rejeitarem actos violentos e aquilo que classificou como tentativas de manipulação.
Segundo a INTEGRITY Magazine, o Presidente defendeu que a resposta aos principais desafios nacionais passa pela preservação da unidade, da coesão social, da estabilidade e pelo reforço da cultura de trabalho.
Daniel Chapo apelou, por fim, à formação de uma juventude comprometida com a construção do país, capaz de transformar os desafios de Moçambique em oportunidades de desenvolvimento.

