Segundo um comunicado do BAD, consultado pelo DE, o processo incluiu um workshop técnico de cinco dias, iniciado a 14 de Setembro, que reuniu representantes de instituições públicas, autoridades provinciais e distritais, parceiros de desenvolvimento, sector privado, sociedade civil e academia.
Durante o encontro, os participantes analisaram as lições da estratégia anterior e a orientação proposta para o novo período de implementação. Estiveram também em apreciação a minuta da ENAMMC e documentos de apoio, incluindo o Plano de Acção, a Estratégia de Mobilização de Recursos e o Mecanismo de Comunicação.
Após a aprovação, a estratégia deverá estabelecer metas, indicadores e responsabilidades institucionais para os diferentes sectores. O instrumento pretende reforçar a resiliência do País perante ciclones, inundações, secas, erosão costeira e outros impactos associados às alterações climáticas.
“As alterações climáticas já não são uma ameaça distante. Fazem parte da nossa realidade actual”, afirmou Sónia Muando, directora nacional do Ambiente e das Alterações Climáticas, durante a abertura do workshop.
A responsável destacou que ciclones, inundações, secas, erosão costeira, subida do nível do mar e degradação dos ecossistemas já afectam comunidades, agricultura, infra-estruturas e meios de subsistência. Por isso, defendeu que as populações e comunidades vulneráveis permaneçam no centro da estratégia.
A dirigente defendeu ainda que a adaptação continue a ser uma prioridade nacional, com maior investimento em prevenção, preparação, sistemas de alerta precoce, ordenamento territorial, construção resiliente e protecção dos ecossistemas costeiros e terrestres.
Na área da mitigação, a responsável apontou a necessidade de medidas que apoiem o desenvolvimento do País, incluindo energias limpas, eficiência energética, transportes sustentáveis, agricultura climaticamente inteligente e gestão florestal sustentável.
Por sua vez, Goran Lima, director de Programas do BAD no País, sublinhou que o sucesso da estratégia dependerá da sua implementação.
“A finalização destes documentos não é o fim do processo; é o início da tarefa mais importante, que é a implementação”, afirmou. O responsável defendeu ainda o envolvimento de “todo o Governo e toda a sociedade” para garantir a aplicação do instrumento.

