De acordo com a Lusa, o valor corresponde a cerca de 172 milhões a 215 milhões de euros e integra os preparativos para o desenvolvimento da primeira fase do megaprojecto de gás natural liquefeito, liderado pela petrolífera norte-americana. A adjudicação foi feita pelos parceiros da Área 4, com a ExxonMobil Moçambique a actuar como operadora delegada do Rovuma LNG Fase 1. Segundo a Corinth Pipeworks, o contrato prevê o fabrico de aproximadamente 250 quilómetros de tubagens de aço soldadas longitudinalmente por arco submerso, equivalentes a cerca de 120 mil toneladas.
As tubagens terão diâmetros entre 20 e 24 polegadas e serão utilizadas na rede de gasodutos offshore do empreendimento. O fornecimento inclui igualmente revestimentos anticorrosão e de betão, necessários para a instalação e operação das infra-estruturas em águas profundas. Toda a produção deverá ser realizada na unidade industrial da Corinth Pipeworks em Thisvi, na Grécia, seguindo posteriormente para Moçambique. A empresa explicou que os materiais terão de responder às condições exigentes associadas à produção de gás natural em mar profundo, acrescentando que o contrato reforça a sua presença internacional no segmento das infra-estruturas energéticas offshore.
A nova adjudicação surge poucos dias depois de a ExxonMobil anunciar contratos de pré-investimento no valor de 1,1 mil milhões de dólares, destinados à aquisição e fabrico de equipamentos considerados críticos para o desenvolvimento do Rovuma LNG. Esses contratos abrangem serviços de engenharia, aquisição e fabrico de sistemas de produção submarina, válvulas de produção de grande diâmetro e gasodutos offshore.
Na altura, a directora-geral e presidente do conselho de administração da ExxonMobil em Moçambique, Johanna Boothey, afirmou que a adjudicação representava “mais um passo importante para o avanço do projecto Rovuma LNG” e demonstrava “o forte compromisso dos parceiros da Área 4 com o desenvolvimento responsável dos recursos de gás natural de classe mundial de Moçambique”.
O avanço ocorre igualmente depois de a ExxonMobil ter seleccionado o consórcio SMDC, constituído pela Saipem, McDermott Energy Solutions, Daewoo Engineering & Construction e China Petroleum Engineering & Construction Corporation, para executar serviços de engenharia, aquisições e construção da primeira fase do desenvolvimento em terra.
O Rovuma LNG é liderado pela ExxonMobil, enquanto operadora delegada da Área 4, em parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, a CNPC, a Eni, a KOGAS e a XRG. O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou, em Julho, a expectativa de que a decisão final de investimento do projecto seja tomada até Setembro, classificando o Rovuma LNG como “o maior projecto de investimento privado do continente africano”.
O investimento está avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares e prevê a construção de 12 módulos de liquefacção, com capacidade combinada para produzir 18,6 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano. O início da produção está actualmente previsto para 2031.
Moçambique conta com três grandes projectos de exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma. Além do Rovuma LNG, a TotalEnergies prevê iniciar as exportações do projecto Mozambique LNG, na Área 1, em 2029, enquanto a Eni produz gás através da plataforma flutuante Coral Sul desde 2022 e prepara a expansão da produção com o projecto Coral Norte. (DR)

Leave feedback about this