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O director executivo do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), Adriano Nuvunga, exigiu uma investigação independente à morte de Araújo, mobilizador do partido ANAMOLA no distrito de Mopeia, província da Zambézia, alegadamente morto a tiros na sua residência, na noite de 9 de Outubro.

Numa carta aberta dirigida ao Presidente da República, datada de 11 de Outubro, Nuvunga defende que o homicídio exige uma resposta das autoridades e garantias de segurança para os cidadãos que participam na vida política do país.Segundo o responsável do CDD, o ANAMOLA denunciou um possível envolvimento de agentes da Polícia no crime, uma alegação que, no seu entender, deve ser investigada de forma independente e sem interferência das estruturas eventualmente visadas.

Nuvunga considera que a referência a autores desconhecidos não deve servir para encerrar investigações sem resultados concretos. Defende, por isso, que as autoridades devem esclarecer as circunstâncias do homicídio e apurar eventuais responsabilidades, independentemente da posição ou função dos envolvidos.

Na carta, o director do CDD sublinha que o direito à vida e à segurança deve ser garantido a todos os cidadãos, independentemente da sua filiação partidária, e alerta para os riscos de impunidade em casos de violência contra membros da oposição.

O responsável apela directamente ao Chefe do Estado para que condene o homicídio, assegure condições para o exercício da actividade política e garanta que o caso seja tratado com transparência.

Para Nuvunga, o diálogo nacional e os esforços de reconciliação dependem da existência de condições que permitam aos cidadãos participar na política sem medo de represálias ou violência.

A autoria do crime e as circunstâncias em que ocorreu permanecem por esclarecer nas informações disponibilizadas. (Moz24h)

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