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Venâncio Mondlane ausente das cerimónias fúnebres de Elvino Dias por razões de segurança

Foto: Sergio Costa

 

Foto: Ismael Miquidade

Por CF
O candidato presidencial suportado pelo partido Podemos, Venâncio Mondlane, foi o grande ausente das cerimónias fúnebres do seu advogado e companheiro de jornada política, Elvino Dias. Mondlane disse através das redes sociais que foi aconselhado por muitas pessoas que lhe são próximas a não se fazer presente porque há um plano para atentar contra a sua vida. Mondlane disse que está a viver numa especíe de clandestinidade, a mudar de local constantemente. Nas referidas cerimónias fúnebres foi lida uma mensagem de Venâncio  Mondlane, pelo seu chefe de Gabinete, Dinis Tivane.

Um dos trechos da mensagem dizia: “ irmão foram 25 tiros, prometo que serão 25 dias de terror para os terroristas que encomendaram os teus assassinato. Já fizemos 1 dia. Faltam ainda 24, em que Deus vai lutar a nossa luta”. A cerimónias fúnebres de Elvino Dias foram carregadas de emoção de de protesto político.

Várias mensagens foram lidas a lembrar e enaltecer a vida e a obra do advogado Elvino Dias assassinato á tiro nas ruas de Maputo. Um dos momentos mais marcantes foi a leitura de um poema em homenagem a Elvino Dias pelo jornalista e activista social, Armando Nenane.

A paróquia Nossa Senhora do Rosário no Bairro de Laulane foi pequena para albergar a multidão que se foi velar o corpo de advogado Elvino Dias. Esta quarta-feira foi velado o corpo de Paulo Guambe, também assassinado nas mesmas circunstâncias. A cerimónia decorreu na Capela do Hospital Central de Maputo onde familiares, amigos e colegas juntaram-se para despedir-de do mandatário do partido Podemos. Paulo Guambe vai ser enterrado no distrito de Jangamo na Província de Inhambane.

Sobre os assasssinatos, o SERNIC disse já ter recolhido evidências no local do crime para buscar
esclarecer o crime. No entanto, Hilário Lole, porta-voz do SERNIC na cidade de Maputo, fez
saber que as camâras de vigilância dos estabelcimentos comerciais próximos do local do crime
estavam desligadas na hora do mesmo.

Foto: Ismael Miquidade

São poucos o sectores da sociedade moçambicana que acreditam que o crime que tirou a vida a
Elvino Dias e a Paulo Guambe terá um esclarecimento. Para tais sectores, este foi mais um
“crime político” cujo esclarecimento não interessa ao regime.(Moz24h)

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