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Terroristas matam 18 Namparamas em Chiúre

Foto: Estacio Valoi/Naparama/Muaja

 

Chiúre, Cabo Delgado – Dezoito membros dos Namparamas, uma milícia comunitária de autodefesa, foram mortos na segunda-feira, 28 de Julho, numa emboscada na aldeia de Melija, localidade de Samora Machel, Posto Administrativo de Ocua, distrito de Chiúre, em Cabo Delgado. Trata-se de um dos ataques mais mortíferos registados recentemente na região.

Fontes próximas das Forças de Defesa e Segurança (FDS) em Chiúre revelaram que o grupo de Namparamas, proveniente do Posto Administrativo de Catapua, deslocou-se para apoiar colegas na zona de Ocua. No regresso, insurgentes trajados com fardas das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) montaram uma emboscada e abriram fogo com armamento pesado, provocando a morte de dezoito elementos e ferimentos em dois, actualmente internados no Hospital Distrital de Chiúre.

Segundo membros do grupo contactados telefonicamente, a operação visava travar o avanço dos insurgentes para outras áreas do distrito, numa altura em que várias aldeias continuam a ser alvo de ataques, destruição de bens e deslocações em massa, sem uma resposta efectiva das forças governamentais.

Um outro contingente de Namparamas, proveniente de Namuno, onde se localiza a base principal do movimento, foi mobilizado para recuperar os corpos das vítimas.

O Estado Islâmico Ahlu-Sunna wal-Jama’a, popularmente conhecido por Al-Shabab, reivindicou o ataque na quarta-feira, através de uma mensagem divulgada nos seus canais de propaganda, afirmando que “os soldados do califado atacaram as milícias infiéis locais anteontem, na aldeia de Melija, com diversas armas, causando a morte de 18 membros e incendiando dezenas de casas, além das suas motorizadas”.

Desde o ataque de grande escala registado na quinta-feira passada no Posto Administrativo de Chiúre Velho, ainda não se verificou uma resposta concreta das Forças de Defesa e Segurança, prolongando o clima de insegurança entre as comunidades locais.

O Governador da Província, Valige Tauabo, assegurou que as forças governamentais permanecem no terreno para restaurar a paz na região. Moz24h

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