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PRM em Pemba acusada de libertar suspeito de violação de menor de doze anos

 

A Terceira Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), localizada na zona da Praia do Wimbe, na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, é acusada de libertar um indivíduo de 19 anos suspeito de violar uma menor de apenas doze anos de idade.

Segundo a família da vítima, após a alegada violação, o suspeito foi detido e o caso passou a tramitar junto da PRM. Posteriormente, familiares do acusado terão procurado a família da menor com a intenção de resolver o caso fora dos mecanismos legais, oferecendo um valor de 100 mil meticais.

A família afirma ter recusado a proposta, reiterando confiança na justiça e nos procedimentos legais, uma vez que o processo já se encontrava sob responsabilidade da Polícia da República de Moçambique.

Apesar da recusa, há suspeitas de que o mesmo valor tenha sido utilizado para influenciar responsáveis da Terceira Esquadra, com o objetivo de assegurar a libertação do suspeito. A família do acusado, temendo uma eventual condenação penal severa, terá recorrido a este alegado pagamento para evitar o prosseguimento do processo judicial.

Os relatos indicam que exames preliminares realizados no hospital provincial confirmaram sinais de abuso sexual e que o suspeito terá admitido parcialmente os atos durante o interrogatório. A menor, em depoimento, descreveu que os abusos ocorreram em momentos distintos, no ano anterior e em janeiro do presente ano.

O suspeito era um empregado doméstico numa residência localizada no subúrbios da cidade de Pemba e acabou por ser libertado e, segundo informações apuradas, terá fugido posteriormente para sua terra natal, o distrito de Eráti, na província de Nampula. Esta situação levou a família da vítima a acusar a Terceira Esquadra da PRM de Pemba de libertação do presumível autor do crime.

Segundo informações disponíveis, o caso já se encontra sob tramitação na Procuradoria Provincial da República em Cabo Delgado. No âmbito do contraditório, o Moz24h contactou a Procuradoria Provincial, através do seu porta-voz, Gilroy Fazenda, que confirmou estar a par da situação.

“Estou ciente. Vou averiguar e, posteriormente, marcaremos uma entrevista”, afirmou Fazenda .

O caso está a gerar indignação entre familiares e membros da comunidade, que exigem esclarecimentos por parte das autoridades competentes e a responsabilização dos eventuais envolvidos, caso as acusações venham a ser confirmadas.

Importa referir que, suspeita-se que comandante da Esquadra ocupava o mesmo cargo no distrito de Palma, onde supostamente foi denunciado pelo administrador local à Secretaria de Estado por alegada falta de colaboração com o governo distrital. Moz24h

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