Politica

O que falta à Justiça para agir depois da anunciada morte do SUSTENTA sem cumprir os objectivos da sua criação?

 

Em Maio deste ano, o actual Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, fez um pronunciamento considerado como a sentença pública de morte do Projecto de Gestão Integrada de Agricultura e Recursos Naturais (SUSTENTA), criado em 2016 e inicialmente implementado nas províncias de Nampula e Zambézia, sendo expandido, a partir de meados de 2019, para o resto do país.

O distanciamento do ministro Roberto Albino, e do Governo de Daniel Chapo, em relação ao projecto, foi visto, na altura, como uma espécie de reconhecimento público de que o programa, que foi bandeira de governação de Filipe Nyusi, não passou de um embuste, concebido para servir interesses políticos, em particular para a consolidação da influência do antigo ministro da Agricultura e pai do projecto, Celso Correia.

Trata-se de um projecto que deixa um legado de gestão danosa e criminosa, com dívidas para o erário público, que já justificariam a intervenção dos órgãos da Justiça, com destaque para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que se mantém num silêncio estranho.

Diante destes factos, o Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) reitera a necessidade de a PGR abandonar a inacção e o silêncio, e intervir no caso SUSTENTA para garantir a responsabilização dos seus mentores, com destaque para Celso Correia.

https://cddmoz.org/wp-content/uploads/2025/09/O-que-falta-a-Justica-para-agir-depois-da-anunciada-morte-do-SUSTENTA-sem-cumprir-os-objectivos-da-sua-criacao_.pdf

 

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