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Munícipes de Pemba acusam edil de falta de seriedade e exigem Renúncia

Moradores da cidade de Pemba manifestaram descontentamento com a paralisação das obras da estrada ANE–Chuiba e acusam o presidente do Conselho Municipal de incumprir a promessa de concluir a reabilitação da via. Alguns munícipes defendem mesmo que o edil deve renunciar ao cargo caso não cumpra o compromisso assumido durante a campanha.

Abudo Jamal, residente de Pemba, afirma que o estado da estrada continua a deteriorar-se.

“A situação da estrada ANE–Chuiba está cada vez pior. São muitas promessas, mas nada muda. Continuamos a viver com estes buracos todos os dias.”

Também residente da cidade, Cecília Moreira relata as dificuldades enfrentadas principalmente durante a época chuvosa.

“Quando chove, quase não temos por onde passar. A estrada fica cheia de água e buracos. Somos obrigados a recorrer às motorizadas para conseguirmos chegar ao trabalho. Na época seca, enfrentamos muita poeira, além das covas que permanecem na estrada.”

Para Eugídio Fernando, as sucessivas promessas feitas ao longo dos anos fizeram desaparecer a confiança da população.

“Já ouvimos promessas de vários dirigentes e até hoje a estrada continua na mesma situação. Sinceramente, já não acredito que esta obra venha a ser concluída.”

Entre as críticas mais contundentes está a de Juma Abubacar, que recorda uma promessa feita pelo actual edil durante a tomada de posse.

“Quando assumiu funções, o edil afirmou que, caso não conseguisse concluir a estrada ANE–Chuiba, renunciaria ao cargo. O tempo está a passar e a estrada continua praticamente abandonada. Se fez essa promessa, deve cumprir com a sua palavra.”

Os moradores afirmam que a degradação da via afecta diariamente milhares de pessoas, encarece os custos do transporte, provoca danos nas viaturas e compromete o acesso aos serviços essenciais, apelando às autoridades municipais para apresentarem soluções concretas e um calendário claro para a retoma e conclusão das obras.

As obras da estrada, iniciadas em 2021, encontram-se praticamente paralisadas há cerca de três anos, sem perspectivas claras para a sua conclusão. A situação continua a dificultar a circulação de pessoas e bens e agrava problemas de saúde pública devido à poeira durante a época seca e à acumulação de água e lama na época chuvosa.

O projecto, avaliado em cerca de 500 milhões de meticais, contou com financiamento do Instituto Nacional de Petróleo (INP). No entanto, segundo informações recolhidas no local, apenas cerca de 200 metros dos 4,6 quilómetros previstos foram asfaltados. (Moz24h)

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