Texto: Felisberto Ruco
De acordo com informação avançada pela organização durante uma sessão de interacção com os órgãos de comunicação social, a expectativa tem como referência o desempenho das exportações nacionais. Em 2025, Moçambique exportou cerca de 7,5 mil milhões de dólares, contra aproximadamente 7 mil milhões de dólares em importações.
Para 2026, a organização prevê que as exportações se mantenham em torno dos 7,5 mil milhões de dólares, apoiadas pelas commodities tradicionais, pela diversificação da produção agrária e pelo crescimento do sector dos serviços. No primeiro semestre deste ano, o País exportou cerca de 3,5 mil milhões de dólares, resultado que, segundo a organização, poderá permitir atingir ou ultrapassar a meta anual.
Neste contexto, a FACIM pretende afirmar-se não apenas como espaço de exposição, mas também como plataforma de ligação entre produtores nacionais, investidores, compradores e parceiros internacionais, procurando transformar a presença empresarial em contratos, parcerias e oportunidades de exportação.
A edição deste ano reúne cerca de 2300 empresas nacionais e aproximadamente 600 estrangeiras, provenientes de 29 países. Embora o número de participantes nacionais fique abaixo da previsão inicial de 2500, a organização considera que a adesão demonstra a capacidade de resistência e competitividade do sector empresarial moçambicano. Estão representadas micro, pequenas, médias e grandes empresas, além de cooperativas das 11 províncias do País.
A componente internacional reúne empresas da Europa, Ásia, América Latina, América do Norte e Médio Oriente, reflectindo, segundo a organização, o interesse externo pelas oportunidades de investimento em diferentes sectores e regiões de Moçambique.
A FACIM 2026 conta com 14 pavilhões, mais um do que na edição anterior, dedicados a áreas como transformação digital, agricultura, pescas, economia do mar e micro, pequenas e médias empresas. A organização espera cerca de 55 mil visitantes durante os seis dias do certame, com o objectivo de transformar esse fluxo em contactos empresariais, parcerias e oportunidades de negócio.
Uma das apostas desta edição é reforçar a participação das micro, pequenas e médias empresas na economia, aproximando-as do Estado, do sector privado e dos grandes projectos de investimento. Segundo a AIM, a feira pretende contribuir para a profissionalização e formalização destas empresas e facilitar o acesso a mercados e oportunidades de fornecimento.
A agricultura, as pescas e a economia do mar ocupam igualmente um lugar de destaque, com a feira a promover o potencial produtivo das províncias costeiras e do interior. O turismo integra também esta estratégia, através da promoção dos destinos nacionais e da aproximação entre operadores e potenciais parceiros.
Estão ainda previstos encontros empresariais e os denominados Meeting Invest Rooms, destinados a aproximar o Governo, o sector privado, parceiros de cooperação e empresas interessadas em investir ou estabelecer parcerias em Moçambique.
A FACIM 2026 aposta também na digitalização do próprio certame, através de mecanismos como a bilheteira electrónica e sistemas digitais de registo.
Sobre a FACIM
A 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026) decorre de 31 de Agosto a 6 de Setembro, no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo. O evento reúne empresas, investidores, instituições públicas e delegações empresariais de cerca de 30 países.
Segundo dados da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), a edição deste ano conta com 3150 expositores, dos quais 2500 nacionais e 650 estrangeiros, e deverá receber cerca de 55 mil visitantes ao longo dos sete dias. A feira decorre sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a Uma Economia Sustentável”, com enfoque em sectores como energia, infra-estruturas, agro-indústria, logística, turismo, serviços financeiros e tecnologias digitais. (DR)

