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Executivo Garante Estabilidade Dos Preços Dos Combustíveis Até Final de Abril

Petrobras reajusta em 12% o preço da gasolina nas refinarias a partir desta quinta-feira

O Governo garantiu que os preços dos combustíveis no mercado nacional deverão manter-se inalterados pelo menos até finais de Abril, apesar da crescente instabilidade no Médio Oriente, uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento global de petróleo.

Segundo a Lusa, a informação foi avançada em Maputo pelo secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, no final da 7.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros.

Segundo o governante, o País dispõe actualmente de cerca de 75 mil toneladas de combustíveis disponíveis no mercado, às quais se juntam aproximadamente 85 mil toneladas armazenadas nos terminais oceânicos, volumes considerados suficientes para assegurar o funcionamento da economia nacional até ao início de Maio.

“As reservas existentes permitem garantir o funcionamento da economia até ao início de Maio. Entretanto, estão a ser desenvolvidas acções para assegurar que, caso se verifique uma interrupção total do fluxo de produtos petrolíferos através do Estreito de Ormuz, possam ser activadas rotas alternativas para a entrega de combustíveis”, afirmou.

Tivane explicou que os combustíveis actualmente comercializados no País foram importados antes do agravamento recente do conflito no Médio Oriente, razão pela qual os preços se mantêm estáveis no mercado interno.

“Os preços a que estão a ser transaccionados estes produtos — a gasolina, por exemplo, cerca de 85 meticais por litro, e o gasóleo cerca de 80 meticais — deverão manter-se pelo menos até depois do mês de Abril”, acrescentou.

A estabilidade dos preços deverá abranger igualmente outros derivados petrolíferos, incluindo o querosene utilizado em determinados sectores da economia.

Moçambique mantém uma forte dependência das rotas energéticas internacionais. Cerca de 80 % das importações nacionais de combustíveis transitam por vias associadas ao Estreito de Ormuz, corredor marítimo que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e por onde passa aproximadamente 20 % do petróleo transportado por via marítima no mundo.

Conflito no Médio Oriente ameaça o trânsito de petróleo no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20 % do abastecimento mundial.

O agravamento das tensões militares na região tem levantado preocupações sobre eventuais restrições à circulação de petroleiros naquela rota estratégica, cenário que poderá afectar o abastecimento global de combustíveis.

Perante este contexto, o Executivo afirma estar a acompanhar de perto a evolução da situação internacional e a estudar mecanismos de mitigação para reduzir potenciais impactos na economia nacional.

Entre as medidas em análise encontra-se a eventual activação de um fundo de estabilização destinado a amortecer choques nos preços internos e assegurar o equilíbrio financeiro das empresas distribuidoras de combustíveis.

Segundo Tivane, este instrumento poderá permitir compensar eventuais perdas de rentabilidade das distribuidoras, sobretudo em cenários em que os preços praticados no mercado interno se situem abaixo das cotações internacionais.

No Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2026, o Governo projectou um crescimento económico de cerca de 2,8%, com uma inflação média estimada em 4,8%. Contudo, o governante advertiu que estas projecções poderão ser afectadas caso o conflito no Médio Oriente provoque uma subida prolongada dos preços internacionais do petróleo.

De acordo com o responsável, num cenário em que o preço do petróleo ultrapasse os 120 dólares por barril poderão surgir pressões adicionais sobre a estrutura de custos das pequenas e médias empresas.

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