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Ex-guerrilheiros desencorajam encerramento de delegações da Renamo em Nampula

 

Por Quinton Nicuete

Nampula – Antigos guerrilheiros da Renamo, actualmente organizados como Associação dos Combatentes da Luta Democrática (ACOLD), manifestaram-se publicamente contra o encerramento de delegações provinciais do partido na província de Nampula, considerando a acção precipitada e politicamente motivada.

Em declarações à comunicação social, Fernando Matuazanga, porta-voz da Associação dos Combatentes da Luta Democrática (ACOLD), condenou a medida, alertando que a mesma pode fragilizar a organização e comprometer os valores democráticos pelos quais lutaram.

“Nós, membros da ACOLD em Nampula, não concordamos e condenamos veementemente esta atitude de encerrar as delegações”, afirmou um dos representantes. “Trata-se de uma atitude de má-fé, pois quem tem preocupações deve canalizá-las aos órgãos competentes do partido, e não recorrer à imprensa para gerar instabilidade.”

Segundo Matuazamga, o partido está devidamente estruturado na província, com órgãos funcionais em todos os níveis, que permitem aos militantes exporem livremente as suas preocupações, debaterem assuntos internos e apresentarem propostas antes de qualquer tomada de decisão.

“Entendemos que não há necessidade de recorrer aos órgãos de comunicação social para se alcançar determinados objectivos, sobretudo quando existem canais próprios dentro do partido”, reiteraram.

Durante o pronunciamento, foram também feitas duras críticas ao actual estado da democracia em Moçambique, com os ex-guerrilheiros a questionarem a legitimidade dos processos eleitorais e a existência de alegada fraude.

“A democracia moçambicana está ferida. Desde as eleições de 2023, temos vivido turbulências que levantam sérias dúvidas sobre a transparência do processo”, lamentou tendo acrescentado que, “Há forças que não querem a verdadeira democracia que a Renamo defende. Estas forças lutam para enfraquecer o partido e impedir que ele chegue ao poder, mesmo recorrendo a meios ilícitos ou manipulando membros do nosso seio.”

O grupo reiterou o seu compromisso com os ideais democráticos e apelou à coesão interna da Renamo, salientando que o momento actual exige união e maturidade política, em vez de atitudes que possam fragilizar ainda mais o partido. Moz24h

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