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Este País É Nosso

Foto: Ismael Miquidade/Maputo

FRELIMO, sem gente, sem rosto, sem voz,
Restou-lhes polícia, sirene e ímpeto sem rumo.
A praça queimou, a população não se dobrou,
Como em Burkina, quando Traoré despontou,
E o vigor popular venceu o carrasco atroz.

Votos suspeitos, sistema-cancro que corrói,
Corrupção aberta, ilegalidade que constrói.
Podem perseguir Venâncio, mas não veem
Que a vontade democrática desperta também,
E o equilíbrio é do povo, não de quem só destrói.

Gás sufoca, bastão curva o corpo,
O medo circula, mas não derruba o sopro.
A massa acorda, levanta e não se cala,
Este país é nosso, a justiça se instala,
O ímpeto popular rompe a tirania morta.

Arrogância política exibe-se sem pudor,
Mentiras desfilam, mas a verdade tem sabor.
Nada os cede, nada os cala,
O clamor da nação ressoa, firme, se espalha.
Legitimidade nasce da resistência e do labor.

A população marca, firme, ninguém a embala,
Consciência viva que não se abala.
Este país é nosso, voz que vibra e ecoa,
Firme na luta, o clamor não se dobra,
O futuro se planta onde a coragem sobra.

por Ismael Miquidade,
Cadernos de Poesia “Faísca no Chão”

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