Por Quinton Nicuete
A petrolífera italiana Eni afirmou que os seus programas de desenvolvimento comunitário em Moçambique já beneficiaram mais de um milhão de pessoas, numa estratégia que acompanha a exploração de gás natural na Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.
Entre as iniciativas implementadas pela empresa destaca-se a distribuição de mais de 200 mil fogões melhorados, concebidos para reduzir o consumo de lenha e carvão, diminuir a emissão de fumo no interior das habitações e contribuir para a mitigação das alterações climáticas.
Falando sobre o projecto de gás natural liquefeito Coral Sul, a directora-geral da Eni em Moçambique, Marica Calabrise, sublinhou a relevância estratégica do empreendimento para o país.
“O Coral Sul é um projecto muito importante para Moçambique. Começou a sua produção em 2022 e, até à data, já exportámos mais de 150 carregamentos. A produção está a correr muito bem. Acho que todo o mundo e Moçambique devem sentir orgulho deste projecto, porque é o único do mundo em águas ultraprofundas. É um benefício para todos”, afirmou Calabrise.
O projecto Coral Sul FLNG, localizado na Área 4 da Bacia do Rovuma, foi o primeiro empreendimento de gás natural liquefeito a entrar em produção em Moçambique, colocando o país entre os exportadores globais de GNL.
Além da componente energética, a empresa refere que tem vindo a investir em programas nas áreas de acesso à energia, educação, saúde, agricultura sustentável e protecção ambiental, procurando gerar benefícios sociais nas comunidades onde opera.
Apesar dos avanços apontados pela multinacional, organizações da sociedade civil continuam a defender que os grandes projectos extractivos devem traduzir-se em benefícios mais amplos e visíveis para as populações locais, particularmente nas zonas afectadas pelo conflito armado e pelos desafios socioeconómicos em Cabo Delgado. (Moz24h)

