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“Comportamento exemplar” em Moçambique minimizou efeitos do ciclone

© ALFREDO ZUNIGA/AFP via Getty Images

© ALFREDO ZUNIGA/AFP via Getty Images

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, destacou hoje o “comportamento exemplar” das populações, seguindo as recomendações das autoridades, na gestão do ciclone tropical Gezani, que causou quatro mortos e afetou pelo menos 500 pessoas.

Lusa

 

 

“A destacar na gestão deste desastre, sobretudo antes da sua ocorrência, o comportamento exemplar das nossas populações. Quero mais uma vez agradecer ao povo moçambicano que se retirou das zonas de risco e também reforçou as suas infraestruturas para não estarem vulneráveis aos ventos fortes deste ciclone”, disse Chapo em declarações à imprensa em Adis Abeba, onde participou na cimeira da União Africana (UA).

Isto permitiu minimizar os danos que este ciclone causaria, sublinhou o Presidente moçambicano.

Sobre a sua participação na cimeira da UA, Daniel Chapo referiu a reunião do Comité do Chefe de Estado e do Governo sobre Mudanças Climáticas, um encontro que permitiu dar a conhecer as ações que Moçambique está a desenvolver no domínio das alterações climáticas e deixar o alerta da necessidade de reforçar o financiamento para que as regionais mais afetadas, onde este país lusófono se destaca, possam fazer a adaptação necessária.

O Presidente de Moçambique referiu também trabalhos sobre outras questões de “relevância estratégica para o continente, e para Moçambique em particular, como a situação da paz e segurança no continente”.

“Temos desafios de terrorismo na zona norte da província de Cabo Delgado”, e neste caso “o nosso foco incidiu sobre as ações que temos vindo a empreender, para assegurar a paz e a estabilidade”, essenciais para o desenvolvimento a nível nacional, disse o Presidente.

Daniel Chapo aproveitou esta cimeira para encontros bilaterais, incluindo com Félix Chisekedi, presidente da República Democrática do Congo (RDCongo), a quem reafirmou a defesa do diálogo entre as partes para conseguir por fim ao conflito e transmitiu a experiência de Moçambique “do diálogo nacional inclusivo”.

“Moçambique defende o diálogo entre as partes para se alcançar a paz e transmitimos a nossa experiência sobre o diálogo nacional inclusivo que está a decorrer, que envolve todos os estratos sociais, todos os partidos políticos, não só com assento parlamentar, ao nível das Assembleias Provinciais e Assembleias Municipais (…) Não há nem um moçambicano sequer  excluído neste processo de diálogo nacional”, afirmou.

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