Bombardier Q400 adquirido pela Comissão de Gestão da LAM pode causar um acidente grave
No âmbito do processo da reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), liderada pela Comissão de Gestão, sob a coordenação do Chief Operating Officer (COO), Dani Kondic, e com a supervisão de Tomás Matola (Hidroeléctrica de Cahora Bassa), Agostinho Langa (Caminhos de Ferro de Moçambique) e Janfar Abdulai (Empresa Moçambicana de Seguros), a companhia adquiriu para a sua frota uma aeronave Bombardier Q400, de matrícula C9-AUV (MSN 4438).
Cerca de um ano depois da operação, a aeronave encontra-se em terra, devido a problemas graves nos motores. Segundo informações obtidas pelo Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) junto de especialistas do sector, as avarias identificadas representam um risco grave para a segurança da aeronave e dos seus ocupantes. De acordo com as mesmas fontes, existe uma possibilidade estimada em 80% de ocorrência de explosão dos motores durante o voo, situação que pode colocar em risco a vida dos passageiros e da tripulação.
O segundo vector das conclusões do relatório de auditoria interna da LAM sobre a aquisição da aeronave classificou a compra do aparelho como operação de alto risco para a empresa.

