O Brasil pretende reforçar a cooperação com Moçambique na produção de medicamentos, vacinas e tecnologias de saúde. A intenção foi manifestada pelo ministro da Saúde brasileiro, Alexandre Padilha, que destacou o potencial competitivo de Moçambique para se afirmar como um centro de produção no continente africano.
“Queremos ampliar ainda mais essas parcerias porque acreditamos que Moçambique tem uma localização geográfica muito positiva, com muita capacidade competitiva de ser um pólo de fabrico de tecnologias, de medicamentos”, afirmou Alexandre Padilha, margem do lançamento da Escola de Saúde Pública, em Maputo.
Segundo o governante brasileiro, Moçambique dispõe de recursos com potencial para impulsionar a produção de medicamentos e o desenvolvimento tecnológico. Acrescentou que uma parceria mais estreita poderá beneficiar a população moçambicana, o continente africano e reforçar as ligações com outros mercados internacionais, incluindo o sudeste asiático e o continente americano.
Alexandre Padilha sublinhou ainda que o Brasil pretende aprofundar a cooperação na formação e qualificação de profissionais de saúde, respondendo igualmente às prioridades apresentadas pelo ministro da Saúde de Moçambique, Ussene Isse. “Nós temos, além do compromisso de ampliar cada vez mais a qualificação profissional, a formação profissional. Queremos também discutir, a partir das demandas trazidas pelo ministro da Saúde de Moçambique, uma parceria estratégica na produção de medicamentos, de vacinas e de tecnologias para a saúde”, frisou.
O ministro brasileiro recordou que o seu país e Moçambique mantêm uma longa relação de cooperação no sector da saúde. Destacou, em particular, o apoio prestado pelo Governo brasileiro na construção da primeira unidade de produção de medicamentos antirretrovirais para o combate ao VIH/SIDA, que actualmente também produz medicamentos genéricos.
Na cerimónia de lançamento da Escola de Saúde Pública, a primeira-ministra, Benvinda Levi, enalteceu o apoio dos parceiros de cooperação, com destaque para os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), incluindo o Brasil. A governante considerou que esse apoio demonstra o “compromisso comum de aprofundar as excelentes e tradicionais relações de amizade, solidariedade e cooperação”.

