Sociedade

ANAC continua preocupada com a persistência da exploração ilegal de produtos florestais em Moçambique

Por: Nelsa Momade

Nampula (IKWELI) – A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) diz que persiste a exploração ilegal de produtos florestais no país, tal como acontece com a pesca, facto que preocupa esta entidade governamental.

Nampula, no norte do país, acolhe entre ontem e hoje uma reunião nacional de protecção e fiscalização das áreas de conservação, evento que junta actores oriundos de todo o país.

Severino Koy, director-geral adjunto da ANAC, entende que as parcerias público-privadas podem salvaguardar as áreas de conservação. A isso, a fonte incluiu o engajamento feminino para a protecção das áreas
de conservação.

“As nossas áreas de conservação desempenham um papel fundamental na proteção da vida selvagem, promoção do ecossistema e ecoturismo sustentável, de igual modo na salvaguarda dos recursos naturais para as gerações futuras. Por via disso, devemos reflectir todos os desafios enfrentados e identificar oportunidades para fortalecer na prática de fiscalização e gestão, é essencial que trabalhemos em estreita colaboração com as comunidades locais, organizações da sociedade cível e as autoridades governamentais para garantir uma abordagem holística e inclusiva na proteção do nosso património natural”, disse esta fonte, reconhecendo que a “inclusão activa das mulheres em nossas fileiras é um ponto de destaque apoiado pelos nossos parceiros que defendem a participação feminina em todos os sectores de trabalho na conser- vação”.

O director-geral adjunto da ANAC garantiu que “estamos comprometidos em desenvolver a igualdade de género e criar oportunidades para as mulheres contribuírem de forma significante para o fortalecimento da
conservação da nossa rica biodiversidade, dai que queremos encorajar os sectores de proteção e conservação para que criem energia em prol do desenvolvimento do país”.

Foto Estacio ValoiFoto Estacio Valoi

Na abertura do evento, o Secretário de Estado na província de Nampula, Jaime Neto, disse que “no nosso país, a caça furtiva não é uma prática nova”, por isso deve-se envidar esforços para combate-la, recordando
que “são alvos desta actividade ilegal o hipopótamo, búfalo, leopardo e outros animais”, o que faz com que o Moçambique seja “um dos países mais afectados por este fenómeno, e dados disponíveis revelam que o país perdeu um grande número de elefantes na reserva do Niassa e outras”.

Para travar este fenómeno, Neto apela as entidades de protecção e fiscalização a redobrarem esforços de
combate

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